Parentalidade em risco: confira o que é alienação parental e como proceder

Principalmente em períodos de pandemia, a alienação parental pode ser ainda mais latente. Saiba do que se trata e como agir

Em uma separação, muitas mágoas e traumas podem aparecer para os dois lados do casal. Entretanto, quando há filhos envolvidos, é preciso cuidado para que o afastamento dos pais não gere danos psicológicos às crianças.

A Lei da Alienação Parental (12.318/2010) é uma grande aliada para proteger as crianças da manipulação psicológica e de tentativas de dificultar o contato com o pai ou a mãe após a separação do casal.

E durante a pandemia, tem sido comuns casos de afastamento de pais ou mães, principalmente por medo de que a criança seja contaminada.

“A alienação parental é extremamente prejudicial para o menor e quanto mais tempo ela existir, mais traumas deixará na vida da criança/adolescente em desenvolvimento. Por esses motivos, o momento de ingressar na Justiça e ajuizar uma ação é aquele em que for detectada a alienação parental”, esclarece a advogada Bruna Giannecchini, especialista em Direito de Família.

Segundo ela, caso exista uma ação de Guarda e Regulamentação de Convivência em trâmite, a ação de alienação deve ser incidental à esta, e não de forma autônoma.

“O momento de ingressar na Justiça e ajuizar uma ação é aquele em que for detectada a alienação parental”

A seguir, Bruna chama a atenção para alguns exemplos comuns de alienação parental:

  • Desqualificar o pai ou a mãe no exercício da paternidade ou da maternidade;
  • Dificultar que o outro genitor exerça a função (autoridade) parental;
  • Dificultar contato da criança ou adolescente com o outro genitor;
  • Dificultar a convivência familiar do filho com o seu pai/sua mãe ou responsável;
  • Omitir ao pai/mãe ou responsável informações pessoais relevantes sobre a criança ou o adolescente, entre elas, escolares, médicas e alterações de endereço;
  • Apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente;
  • Mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares ou com avós.

#alienaçãoparental #alienação #parental #comoagircomalienaçãoparental

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: